Na época da escola às vezes tinha que responder que tipo de texto eu mais gostava, e eu lembrei aqui que minha resposta era pronta; eu sabia responder essa questão com facilidade (mesmo sendo geminiano), "Crônica". Com essa resposta eu passava a ideia que eu queria, é um tipo de texto não tão comum, quase sempre é humorístico, curto, passa uma ideia... Eu me sentia bem adulto por escolher crônica. Hoje eu resolvi fazer um blog.
Pesquisei sobre crônica e me deparei com um conceito que me fez não gostar tanto do que significa gostar de crônica, ela está relacionada a questão jornalística, palavra um pouco tabu pra mim, mas que se releve isso.
Essa ideia do blog veio também porque me dei conta de uma questão. Estou retomando meus estudos, me preparando para concursos e acredito que sempre me enganei sobre o que são as redações no contexto dessas provas. Sempre que eu fazia uma prova e tinha lá o tema da redação eu via ali a oportunidade de mostrar um pouco da minha subjetividade, passar a ideia das coisas que eu penso para pelo menos um corretor e ele se sensibilizar com isso. Mas como é de se saber não é isso que significa redação dissertativa. Como é de se esperar as redações são um teste técnico da capacidade do candidato de elaborar textos, etc.
Por fim, o blog que é o espaço para escrever sobre o que pensa-se... Não que o facebook não seja, mas o twitter e o snapchat, o instagram não me bastam. E o facebook passa de mais do que eu desejo. O blog é isso, escrever. "Elaborar crônicas"...
O parágrafo que eu meto pau em jornalismo é o tipo de coisa que daqui algum tempo eu me ache um idiota por ter escrito, e que faria as pessoas do facebook já torcerem o nariz contra a minha pessoa. Mas realmente tanto a ideia de jornalista eu não gosto, acho uma profissão desprezível para ocupar os quadros produtivos da sociedade. E do mesmo modo o blog, eu por muito tempo e para sempre vejo com uma pitada de auto-crítica metida a besta que blogs são espaços de pessoas vaidosas e sem semancol falando chatisses... Na wikipédia ainda li que a crônica tem todo um quê de brasilidade, interessante, né? Interessante também esse parágrafo: "Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o jornalismo e a literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia. A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. Ele está, na verdade, expondo a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam.[3]"
Bonitinho, né? 😊😋😋😋 (Alana de O. Freitas El Fahl).Então esse sou eu, fazendo mais uma
vez um blog. Ainda sem saber diagramar, editar, configurar, colocar bonitinho do jeito que eu
gostaria e um pouco mais maduro, mas ainda com a revolta adolescente de sempre.
E com um blog.
(Ao som de Tigresa, por Caetano Veloso)
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