quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Tá tudo errado

I

Algumas pessoas já falaram que eu sou inteligente, mas mesmo eu concordando com elas não acredito. Eis que eu descobri o motivo pelo qual eu não sou realmente considerado inteligente... O problema é a sociedade.
Qualquer um que passa na frente de uma loja com sua avó sabe o significado de moderno. Modernidade é quando aquela roupa é transadinha, tá na crista da onda. Mas sabia que a modernidade começou lá pelos idos do século XVI? E tinha uma das suas características o Enciclopedismo.
Daí eu afirmo, apesar de Stephen Hawking ter dito que o universo inteiro cabe em uma noz não é nesse sentido que as inteligências são admiradas pela sociedade. Ninguém se importa com pensamentos diferentes, frescos, alternativos. Para se construir uma ideia legal, um bom conceito e conhecimento você tem que estar remetendo ao maior número de quinquilharias possíveis para entulhar seus pensamentos e assim todo mundo se regozijar comendo seu lixo. Abro um parênteses aqui porque admito que não sou tão inteligente assim. Eu tinha uma crush que faz letras, a gente se admirava mas eu não conhecia a ideia de tábula rasa a não ser pelo senso comum de uma ideia pós-modernista de se queimar tudo que já foi escrito e tudo que está em museus para assim reconstruirmos outro lixo, digo, mundo sem apego a nenhuma tradição e voilá. Ela acabou se decepcionando com minhas ideias pouquíssimo conservadoras...


II


Eu tava aqui pensando que eu me propus a escrever crônicas e não devaneios soltos. É que tem uma coisa que eu não sei mesmo. (Além de escrever). Vamos lá:
a) Quando uma pessoa, eu ou você, lê um texto está fazendo o papel de interlocutor, certo? E estamos fazendo nossas inferências. Mas por quê eu sinto que as pessoas quando leem um texto querem tudo mastigadinho? Será que eu quero também? Eu tenho lido pouco e tenho sido bem ansioso em "postar logo no blog". Muitas vezes eu escrevo algo deixando muita coisa subentendida, só não sei até que ponto isso é perceptível. Não é apenas porque se eu sair escrevendo tudo que eu quero passar eu nunca vou lembrar onde fica o fim do raciocínio, é porque eu realmente acho que quando escrevo e fico confuso, por exemplo, estou passando além das palavras também um pouco do sentimento seja no ritmo, na grafia, nos emojis...
b) Mais um conceito que vem da língua portuguesa, e que eu entendo do meu jeitinho: Argumento de autoridade. Para mim isso dialoga um pouco com preconceito linguístico. Explico de modo rasteiro minha ideia porque que ela seja de quem quiser porque minha ela já é; Se eu não tenho convicção de algo eu escrevo de qualquer maneira e só gasto meu bom português com algo que é certeza absoluta, como uma carta de amor ou um pedido de desculpas... Mas ideias vagas não merecem nosso esforç

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